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CRÔNICA : MAQUILHAGEM E HOMENS



Nós, estes seres excepcionais chamadas de mulheres, gostamos de nos sentir bem, de nos arranjarmos todos os dias ou apenas de vez em quando, de arranjar o cabelo, de por uma maquilhagem ousada para podermos "sambar na cara das inimigas" ou melhor, para nós próprias. Nada melhor que uma mulher que se sente bem com ela própria e antes de agradar o outro, se agrada a si própria. A verdade é que a maquilhagem é cada vez mais uma arma para realçar a beleza natural: seja com uma máscara de pestanas, um eyelinerzinho na pálpebra móvel ou até o poder de um batom nuns lábios desnudos. A maquilhagem deve ser vista como essa arma para engrandecer e não como uma camuflagem. Não se sentem muito melhor com um batom nos lábios? Não se sentem mais confiantes e as super-mulheres que poderão enfrentar o chefe aborrecido e atrevido? Eu cá sinto-me uma mulher cheia de força, pronta para fazer frente a quem se meter no meu caminho, com um andar ainda mais confiante. Todas nós já ouvimos dos nossos namorados ou maridos " oh amor és tão linda ", e por vezes não acreditamos nas suas palavras enamoradas. É suposto o namorado dizer-nos essas coisas, olha que raio. Ele é namorado por alguma razão correcto? É quase como se fosse um código de regras, algo impensável não cumprir - "és linda", "fica-te bem esse trapo", "és a melhor do mundo" - no entanto isto tudo parece ensaiado de um livro de português do 5º ano. Mas é verdade! Quando nos dizem estas frases bonitas, não o dizem porque nós queremos ouvir, eles percebem lá disso, dizem porque o sentem ou porque sabem apreciar. Ou então são extraterrestres. O meu namorado por exemplo, é uma vitima do meu feitio, do péssimo feitio. Oiço vezes sem conta " és linda sem maquilhagem" e eu as vezes penso, " este tipo deve estar a brincar com a vida", sou horrível sem maquilhagem...não sou nada, sou quase igual, mas na minha cabeça sou a pessoa B da pessoa A. Quando oiço " temos que estar às 13h em sítio X " e é 12h, na minha cabeça, estou a mata-lo over and over again. Põe-se a questão, o que vou vestir e qual será a maquilhagem de hoje? Corro para os milheiros armários e faço a pergunta inocente " Querido, o que visto? Ajuda-me" (logo de seguida questiono-me a própria que raio de pergunta tinha sido aquela...ele não entende nada das minhas roupas). Aponta para algo, como um vestido comprido de malha canelada, vesti só porque foi ele que sugeriu. 5 segundos depois, foi o que durou ter aquele trapo vestido, rematei com um " pareço um paspalho" e ele responde gentilmente mas com um relógio na cabeça " fica-te super bem", ele de facto achava isso, eu é que não. No momento da maquilhagem é outra grande curta-metragem. Tenho toneladas de maquilhagem num armário e mesmo assim já anda a rebentar pelas costuras. Apesar de ter muita coisa torna-se um problema, pois nunca sei o que escolher, qual será a máscara de pestanas mais indicada? Meto um eyeliner fino ou grosso ou não meto de todo?, Faço um smokey eye em tons de preto ou castanho? Mas no fundo a questão prende-se sempre no batom : qual será o batom? Escuro, claro, médio, matte, brilhante, gloss? Que raio. É nestas alturas, das pressas, que me vejo num túnel a afunilar com uma visão destorcida, como num desenho animado. O batom para mim é o essencial. É a chave para fechar o look. Por ele podia ser qualquer um, pois "sou linda de qualquer maneira", ele gosta das cores mais rosadas e eu gosto mais dos nudes, ele opta por um vermelhão, e eu acabo por ir para o mesmo de sempre : nude ou castanho. No entanto tenho a paleta de cores inteira em batons. Nós mulheres temos a tendência, ao entrar numa loja de maquilhagem, de ver, espreitar, experimentar, testar...e acabar por trazer, sem razão alguma. Não temos necessidade nenhuma daquele produto, mas trazemos, porque sim, porque nos agradou à vista. Verdade seja dita, maquilhagem nunca é suficiente. (Devia-me inscrever nas MakeUp Anónimas, quem se junta?) Depois começamos com uma desculpa "ah comprei, porque não tenho igual, tenho parecido" vai-se a ver e de facto já habita lá em casa um produto quase-quase-igual a que compramos por impulso. O meu homem, deve ser dos poucos, entra comigo na loja e gosta de opinar. Não sei se é porque gosta de facto de dar a sua opinião ou se é para controlar o tempo da minha indecisão, talvez ache que se não for, ficarei lá a tarde toda. É uma incógnita. Muitas vezes até vou na sugestão dele "leva este, é giro, e fica-te bem", chego a casa e arrependo-me, mais uma vez ponho-me a pensar "mas o que é que estas criatura sabe sobre maquilhagem, eu é que me deixo levar pelas palavras amorosas de ajuda do meu lindo e maravilhoso namorado". É mais um batom, é apenas mais um pincel, é apenas mais um blush, um bronzer, um primer, um eyeliner... Até estarem como eu, sem sítio onde por tanta maquilhagem. Ele, no entanto tem workshops de maquilhagem dados por mim, todos os dias à frente do espelho. Chega-lhe. "És linda meu amor"

O que seriamos nós sem o nosso vício por maquilhagem? Não seríamos mulheres. ( E sem eles a encherem-nos os ouvidos de música, também não).





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